terça-feira, 30 de julho de 2019

Rainbow



“Ele me mostrou a mim mesma. A verdadeira Rainbow. E o que vi foi simplesmente lindo. Foi tão brilhante quanto um belíssimo arco-íris logo após um dia de chuva.”
No mundo em que a gente vive, é bem comum vermos nomes digamos exóticos, mas para tudo tem seu limite. Bem, era isso que eu achava até ser apresentada a Rainbow Walker. Não, você não leu errado, o nome dela é realmente arco-íris.

Antes que a pulga atrás da sua orelha cometa suicídio, eu explico a origem do nome, os pais da nossa garota ainda vivem no estilo Woodstock – hippies - sim, você leu certinho. Eles são hippies e é por isso que seus três lindos filhos têm nomes de fenômenos da natureza, e são eles: Rainbow, Sunshine e Thunder Storm. 


Todo aluno em escola nova tem que passar pela constrangedora apresentação aos colegas, o que eu particularmente nunca  gostei. Agora imagine você ter o nome de arco-íris e saber que assim que se apresentar ela se tornará o  holofote e os bullys vão aparecer para atazanar sua vida? Bem, para isso a Rain - apelido de família da nossa garota- criou sua própria rota de fuga, ela cria muros em volta de si, que não permite que ninguém o ultrapasse e a alcance. É o que ela achava até uma garota louca se intitular sua melhor amiga e um tal garoto punk começar a ruim suas muralhas.
Thomas Reynard - o nosso menino punk- é um garoto de 17 anos que ao contrario do que Rain pensa, não é um menino isolado ou excluído. Ele é apenas o quarterback do time da escola. SIM. ELA CHAMOU ATENÇÃO DO CARA MAIS FAMOSO DA ESCOLA. ERA O QUE ELA QUERIA? CLARO QUE NÃO. Mas a vida é sacanaaaa hahahahha. No momento que coloca os olhos em Rainbow, Thomas sente que o mundo virou de ponta cabeça, ou simplesmente ele mudou seu eixo para ir de encontro a ela.
O romance entre esses dois parece eminente quando você lê em uma resenha né? Sinto informa-los que não é bem assim.
Rain fez suas barreiras para não se machucar ou mesmo se apegar a ninguém e Thomas tem seus próprios fantasmas e tormentos reais - uma mala chamada Cybella - pra enfrentar.
Tudo parece impossível para Thomas que luta diariamente pra chegar até nossa garota, mas o destino dá uma ajudinha e ela se vê fingindo ser a namorada de Thomas Reynard e toda a sua fuga de ser o centro das atenções vai pelo ralo. Mas o que ela não imaginava é que fingir ser a namorada dele a faria se abrir e a ser de fato a namorada do cara que ela se apaixonou.
A  vida dos dois começa a tomar forma e cor, mesmo com o bullys, com uma prima maluca, com um carinha invejo e obcecado, ainda assim, estava tudo estava indo bem, ate que ...  Pais em mudança. Uma festa. Uma tentativa de homicídio e ainda um namoro em crise. DEMAIS NE?
Rainbow não é apenas um livro que fala de amor adolescente, ele fala sobre autoconhecimento, mas antes que me digam que é uma temática comum, peço por favor, que pensem com a seguinte ótica: quando uma pessoa sofre bullying constantemente, ela se vê tão habituada a se esquivar do mundo e que começa a se esquivar de si, então sim, é uma temática importante. O momento quando a pessoa começa se enxergar é como renascer, e se apaixonar por si e pelo outro é um grande pra não dizer imenso.
Então sim, eu amei esses dois, houveram - MUITOS - momentos em que o desejo de entrar no livro e dar um sacode nesses dois ficava demais, mas mesmo nesses momentos foi uma leitura gostosa. Eu nunca havia lido nada da M.S Fayes, e honestamente gostei muito de ter sido apresentada a autora por essa série. SIM É SÉRIE E DEUS É PAI!
E eu preciso confessar que esse é um daqueles livros que você termina querendo mais. E assim, EU TO GRITANDO POR MAIS!  HAHAHAHAH Gente!  Eu leria no amor, mais umas 100 páginas felizes! Mas como sou uma pessoa que finge ser sã, eu me contive  quando descobri que tem  um conto pra ler e que eu tenho fé - tipo muita - que esses dois ainda vão aparecer nos próximos livros.
Então eu finalizo a resenha com apenas uma dica: LEIAM! É MUITO FOFO!


Um comentário:

  1. Hahaha ... Sua fé é boa... porque eles aparecem, sim, nós outros livros... Vc consegue matar saudades "facin, facin"...
    Fico feliz que vc tenha gostado e enxergado tudo aquilo que quis mostrar por trás de um clichê fofis.

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