segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A Barraca do Beijo





Estamos cansados de ler livros com triângulos amorosos, não é? E se eu te disser, que esse triangulo amoroso - mesmo tendo dois gatinhos e uma garota - é diferente de todos? Porque eu posso jurar que é sim. O amor que está sendo disputado é o de uma garota, sim. Mas não da forma convencional a qual estamos acostumados a acompahar nas nossas leituras. Mas como assim Débora? Relaxem, e sentem-se nas poltronas que eu vou começar a explicar tudo, mas primeiro, sejam bem-vindos "A Barraca do Beijo"


Rochelle Evans - Elle ou Shelly -, é uma garota de 16 anos que tem um melhor amigo – quase irmãos gêmeos – Lee Flyn. Amigos desde a barriga LITERALMENTE, esses dois tem um elo único onde ninguém tem a sintonia que eles têm. A Amizade dos dois é baseada em algumas regras escritas por eles mesmos para serem amigos para todo o sempre. E uma dessas regras é NUNCA, NUNCA MENTIR para o seu melhor amigo.

Lee Flyn é um garoto também de 16 anos – gêmeos, lembram? - que vive uma vida a sombra de seu irmão “problemático” Noah. Além de ser o filho menos famoso e menos aclamado na escola. Ele tem a plena confiança que mesmo não sendo o aluno popular, ou o filho esportista, seu lugar no mundo sempre será ao lado de sua amiga Elle.

Noah - mais conhecido como Flyn – é o típico bad boy apaixonante. Gatinho, inteligente, briguento, o famoso padrão né? Até cicatriz o cara já tem! Perfeito! Ou quase, porque somado a todos esses atributos temos o maior defeito de todos os caras do mundo: A galinhagem! Por saber o poder que tem sobre as garotas e até sobre a própria escola – já que ele é atleta, né galera. Mas ainda existe uma pessoa no mundo que o desafia a todo momento a pensar em ser alguém melhor, alguém que o chama pelo primeiro nome, que não tem medo de enfrenta-lo. Alguém que ele ainda não sabe, mas que fará seu coração pulsar e sua vida – até então perfeita - mudar totalmente.

Uma feira beneficente. Uma ideia curiosa e arriscada. Uma mentirinha de leve para uma aprovação imediata. E um beijo inesperado, mudam a vida desses três personagens.

O romance entre Elle e Noah surge do inesperado, do fato dela nunca ter medo de confronta-lo e dele nunca ter medo de se abrir com ela. O amor entre os dois cresce de forma fluida, mesmo que em alguns momentos a tensão pelos ciúmes de Noah e pelas mentiras de Elle os assombre.

Mas até onde o amor aguenta? Até onde a amizade suporta um segredo? Até onde uma pessoa que ama duas pessoas – mesmo que de formas diferentes – pode aguentar tanta pressão?

Como eu trabalho com honestidade aqui, eu preciso confessar que houveram momentos que eu tive muita, MAIS muita vontade de dar um sacode na Elle. Mas mesmo nesses momentos eu entendia o que ela estava sentindo. Uma garota que tem de um lado seu melhor amigo e do outro, o irmão dele que agora é também o grande amor da sua vida

Num estilo bem sessão da tarde em dia de chuva – gostoso e confortável – o livro segue toda história desses três, misturada com algumas confusões porque ninguém é de ferro mas também com muito romance.

Mas além de toda a água com a açúcar fornecida pela autora – não que eu esteja reclamando, eu adoro. Beth traz em seu enredo temas como: amizade, lealdade, e a descoberta do primeiro amor e tudo que vem junto no combo – inseguranças, medos, paixão e é claro confusão.

Se você estiver buscando um livro que te tire de alguma ressaca literária, ou até mesmo um livro para aquecer o coração, eu indico esse livro com todo carinho. Mas antes de encerrar essa resenha, eu preciso avisar aos mais velhos – como eu – que as vezes é bom voltar a ser adolescente e se apaixonar por um carinha que te fará suspirar.

Ah, e agora para encerra, eu juro! Eu estou surtando de curiosidade para saber TUDO sobre esses três na sequência "The Kissing Booth 2: Going The Distance" que já foi publicado na gringa, mas ainda não chegou aqui no Brasil. Então, aqui também vai meu apelo a editora Astral: Tenham pena dessa leitora inveterada e publiquem logo!!

Ah” E eu juro que é a última, o filme e o livro são diferentes em alguns pontos, então acho que vale ler e assistir aos dois e comparar, ok?



Um comentário:

  1. Olá!!

    Eu não li o livro, mas vi o filme e gostei muito. É bem no estilo sessão da tarde, aquele filme bem gostosinho, que você assiste enrolada no cobertor num dia frio. Eu quero muito ler o livro, mas ainda não consegui encontrar tempo.

    Beijos,
    Livros Engavetados

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