segunda-feira, 2 de março de 2020

Doce Lar




Eu normalmente começo uma resenha falando sobre o amor, sobre lutas, ou sobre uma treta em específico. Mas, nesse livro em especial, vou escrever sobre corações dilacerados por seus passados e que de alguma forma, mesmo que pelos seus trágicos nomes, encontram a luz no fim do túnel um no outro. Para quem não entendeu nada, chega mais que eu conto tudo sobre ‘Doce Lar’.

"Você, Kate Middleton, acabou de beijar o príncipe William da Universidade do Alabama e possivelmente de todo o futebol americano universitário. ”


Romeo Prince – ou apenas Rome – por fora tem a vida que todo mundo deseja ter: Rico, bonito e quaterback do time. Ele tem a vida perfeita - isso é o que é exposto para os outros. O que ninguém sabe é que nos bastidores temos um cara que mostra através de sua postura agressiva, toda sua frustração, dor, infelicidade, desespero e, principalmente, solidão.  E o que menos ainda sabem é que ele só vê felicidade quando entra em campo, quando consegue viver o que ama, sem repreensões ou futuros já traçados não por ele, mas por sua família. Bem, isso tudo muda quando uma certa inglesa de óculos aparece em seu caminho.

Molly Shakespeare é uma garota de 20 anos que já passou por muita coisa nessa vida: inglesa de família humilde, buscou o consolo contra as adversidades que enfrentou – que, diga-se de passagem, ninguém merecia viver tudo aquilo – nos livros. E é por isso que ela é uma nerd de marca maior que está fazendo seu mestrado em filosofia, com apenas 20 anos! A vida de Molly é solitária, sua única companhia sempre foram seus livros, até que um tal quaterback gato cruza seu caminho.

A atração entre esses dois é quase imediata, mas sempre tem aquela famosa ‘empata’ para dar uma atrasada no romance, né? O nome dessa é Shelly Blair – “mala cretina” para os íntimos -, mas nem toda forçassão de barra consegue que os nossos protagonistas não se envolvam.

Um jogo. Um beijo da sorte, amantes proibidos, segredos de família e um amor quase impossível.

O romance é natural entre os dois e mesmo lotados de cargas emocionais do passado, conseguem se enxergar como luz um para o outro, como porto seguro. É lindo de ver o desenrolar da história. Existem momentos bem difíceis e que eu não me contive e tive raiva e em outros, chorei e me apaixonei. Mas eu acho que isso define se o livro é ou não é bom, né? O fato dele nos permitir sentir como se estivéssemos na história.

Com uma pegada bem Romeu e Julieta, Tillie Cole nos envolve nessa trama - com temas como maus-tratos infantis, suicídio, perda, depressão e solidão -, e nos faz devorar páginas e páginas com uma curiosidade incessante.

Entretanto, vale pontuar o que ouvi muito durante a minha leitura de alguns amigos também leitores. No contexto sexual do livro, muitos questionaram o posicionamento autoritário de Rome e a submissão de Molly. Mesmo este sendo um tabu atual, devemos considerar que a autora foi bem precisa ao mostrar que tudo o que havia entre esses dois adultos era consensual e contra isso a gente não pode argumentar. Há quem goste e quem não goste da parada, então nos cabe sempre o respeito.

Um ponto positivo que eu sempre falo nas minhas resenhas é quando posso saborear a participação de notáveis personagens secundários. Sério! Eu queria ser amiga das malucas da Cass, Lexi e Ally. Sério, gente! Elas são incríveis, estão presentes nos melhores e piores momentos e isso vale muito!

O livro, para quem não sabe, é a introdução da série Sweet, que contará com alguns volumes dos amigos desses dois. E é sério, eu estou surtando para ler e saber sobre os babados desses casais!

Então, sim, galera! Eu tô indicando esse livro pra você que adora um bom romance!








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